top of page

Ontem à noite tive uma gala

  • Foto do escritor: bibliotecasdogil
    bibliotecasdogil
  • 13 de mai.
  • 1 min de leitura

Ontem à noite tive uma gala

Ontem à noite tive uma gala.

Era uma linda sala

Com arte barroca talhada a ouro

E gárgulas com olhos de esmeralda,

Numa cadeira de eucalipto era onde me sentava

Enquanto ansiosamente pelos meus convidados aguardava.

Esperava euforicamente

Pela chegada dos meus tormentos,

Todos os meus erros, maus atos e sofrimento,

Mal podia esperar para remoer no passado

E analisar repetidamente

Cada momento em que tinha errado.

Lembrava-me vividamente do último encontro

E como as gémeas, Solidão e Tristeza

Trouxeram agonia da melhor,

Bebida por realeza,

E bebi a ponto

De abandonar dons e riquezas.

Então decidi abrir os portões, deixá-los entrar, Sabia que os arrombariam,

Era impossível a sua entrada barricar

Mas desta vez o sentimento foi diferente,

Já batiam às portas suavemente,

Mas as gémeas nunca se antecipam

E nem quando é urgente o seu passo variam.

Fiquei intrigado

E empurrei as comportas para revelar o inesperado:

Havia muita gente,

E estavam duas gémeas à minha frente,

Mas da Solidão e da Tristeza não havia sinal,

Quem eram estas afinal?

Perguntei-lhes os seus nomes,

Com olhar apreensivo,

Perguntei-lhes porque é que traziam flores

E não bom vinho.

Eram a Alegria e a Companhia,

Traziam consigo uma trupe e uma melodia

Suave que se pudesse,

Que se a escolha de mim dependesse,

No meu palácio tocaria

Até ao dia em que morresse.

Elas riram-se, a confusão na minha cara era evidente,

Eu perguntei o que havia de tão engraçado

E depois percebi que não tinha convidado

A dor que fica no passado,

Mas as felicidades do presente.


Isaque Sousa, 11.º A


Posts recentes

Ver tudo
Porque, de Sophia Melo Breyner Andresen - 9.º B

Porque Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde ger

 
 
 
Porque, de Sophia Melo Breyner Andresen - 9.º A

Porque Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde ger

 
 
 
A new little girl

There once was this little girl, Who lookep up and never down There once was this little girl Who always did the impossible There once was this little girl Who never feared anything But this little g

 
 
 

Comentários


bottom of page